{"id":434,"date":"2020-10-27T19:43:59","date_gmt":"2020-10-27T22:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/?p=434"},"modified":"2020-10-28T00:15:52","modified_gmt":"2020-10-28T03:15:52","slug":"armas-quimicas-um-perigo-iminente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/armas-quimicas-um-perigo-iminente\/","title":{"rendered":"Armas qu\u00edmicas: um perigo iminente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-439\" src=\"http:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol--300x300.jpg\" alt=\"Aviso para agente qu\u00edmico neurot\u00f3xico\" width=\"138\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol--300x300.jpg 300w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol--1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol--150x150.jpg 150w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol--768x768.jpg 768w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/70539108-wmd-nerve-agent-chemical-warfare-vector-icon-style-is-flat-graphic-symbol-.jpg 1300w\" sizes=\"auto, (max-width: 138px) 100vw, 138px\" \/><\/p>\n<p>Guerra qu\u00edmica: estamos seguros?\u00a0 Estamos cercados por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas produzidas em laborat\u00f3rios ou isolados de fontes naturais. H\u00e1 mais de 160 milh\u00f5es de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas registradas na base de dados do CAS (Chemical Abstracts Service),<sup>1<\/sup> sendo cerca de 350 mil delas comerciais. Ainda que se almeje uma finalidade ben\u00e9fica \u00e0 humanidade para a maior parte dessas subst\u00e2ncias, existem v\u00e1rios produtos qu\u00edmicos extremamente perigosos.<\/p>\n<p>Muitos produtos qu\u00edmicos podem desencadear dor e at\u00e9 alterar fun\u00e7\u00f5es do sistema nervoso (neurot\u00f3xicos). Estes compostos podem estar presentes, por exemplo, na fuma\u00e7a do churrasco ou em armas qu\u00edmicas. As armas qu\u00edmicas s\u00e3o conhecidas pelo seu grande poder de destrui\u00e7\u00e3o: podem matar grandes popula\u00e7\u00f5es num tempo muito curto e, comparativamente a uma guerra b\u00e9lica, t\u00eam um custo menor (US$ 2000 \/ km<sup>2<\/sup> para armas convencionais e US$ 600 para armas qu\u00edmicas).<\/p>\n<p>O uso de armas qu\u00edmicas data de 1000 A.C. a partir do emprego de ars\u00eanio pelos chineses ou do envenenamento da \u00e1gua dos inimigos pelos gregos. Por anos, muitas civiliza\u00e7\u00f5es do passado e pa\u00edses na configura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica atual v\u00eam utilizando subst\u00e2ncias qu\u00edmicas como armas ou agentes de controle de dist\u00farbios (por exemplo bromoacetato de etila como irritante sensorial pela pol\u00edcia francesa em 1910). A guerra qu\u00edmica tomou outra propor\u00e7\u00e3o quando os alem\u00e3es empregaram cloro gasoso na B\u00e9lgica durante a Primeira Guerra Mundial (1915). Estima-se que, no final da Primeira Guerra Mundial, mais de 1,3 milh\u00e3o de v\u00edtimas e 100 mil mortes foram causadas por ataques qu\u00edmicos. At\u00e9 ent\u00e3o se empregava agentes irritantes, mas foi durante a Segunda Guerra Mundial que a maioria das armas qu\u00edmicas mais mortais &#8211; os agentes neurot\u00f3xicos &#8211; foi criada, destacando-se os agentes G (compostos desenvolvidos pelos alem\u00e3es, sendo que G vem de <em>German,<\/em> que significa alem\u00e3o\/alem\u00e3 em ingl\u00eas). Na d\u00e9cada de 1930, na busca por novos inseticidas, o alem\u00e3o Gerhard Schrader acidentalmente sintetizou duas das armas qu\u00edmicas mais letais: Tabun e Sarin (Figura 1). Muito rapidamente, os militares alem\u00e3es come\u00e7aram a usar esses agentes como armas, inserindo-os em proj\u00e9teis. No entanto, apesar desse arsenal nunca ter sido usado em ataques, ele se tornou uma amea\u00e7a iminente devido aos enormes estoques (cerca de 30.000 toneladas apenas de Tabun na Alemanha).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, os agentes V (V de <em>Venom<\/em>, que significa veneno em ingl\u00eas) \u2013 outra classe de agentes neurot\u00f3xicos &#8211; come\u00e7aram a ser desenvolvidos. Inicialmente, o Reino Unido desenvolveu o agente VX, Figura 1 (1949), que foi amplamente produzido pelos EUA (1961). Na mesma \u00e9poca, a ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica produziu outros agentes da classe V: os VX russos. Mais recentemente, entre os anos de 1970-1990, a R\u00fassia desenvolveu os agentes A-Novichok, sobre o qual pairam muitas incertezas, mas que parecem estar entre os agentes neurot\u00f3xicos mais letais produzidos at\u00e9 agora. Desenvolvidos para serem indetect\u00e1veis e intrat\u00e1veis (sem ant\u00eddoto), sua produ\u00e7\u00e3o fez parte de um programa ultrassecreto russo \u2013 FOLIANT. Nunca foram publicadas as estruturas qu\u00edmicas dessa classe de compostos, e existem apenas especula\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s suas identidades estruturais (Figura 1).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-451 size-full\" src=\"http:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas.jpg\" alt=\"\" width=\"2363\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas.jpg 2363w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas-300x59.jpg 300w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas-1024x202.jpg 1024w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas-768x151.jpg 768w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas-1536x303.jpg 1536w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/Armas-quimicas-2048x404.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2363px) 100vw, 2363px\" \/><\/p>\n<p><strong>Figura 1<\/strong> \u2013 Estruturas qu\u00edmicas de algumas armas qu\u00edmicas neurot\u00f3xicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das grandes guerras, infelizmente muitos outros epis\u00f3dios com armas qu\u00edmicas s\u00e3o conhecidos. O primeiro epis\u00f3dio de guerra confirmado em que houve ataque qu\u00edmico foi em 1984 pelos iraquianos contra tropas iranianas, usando Tabun. Mais recentemente, o uso de Sarin vem sendo confirmado na guerra civil da S\u00edria (em diversos epis\u00f3dios desde 2013). Infelizmente, al\u00e9m dos objetivos de guerra, as armas qu\u00edmicas tamb\u00e9m t\u00eam sido amplamente utilizadas no terrorismo pelo seu baixo custo e alto poder de destrui\u00e7\u00e3o. Em 1994 e 1995, por exemplo, houve dois ataques terroristas com Sarin no Jap\u00e3o, sendo o \u00faltimo numa esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 que causou 12 mortes e milhares de feridos. Em 2017, o meio-irm\u00e3o do ditador Kim Jong-Un da Coreia do Norte foi assassinado com o agente VX em um aeroporto internacional da Mal\u00e1sia. J\u00e1 em 2018, houve uma tentativa de assassinato de um ex-espi\u00e3o russo e sua filha numa \u00e1rea residencial do Reino Unido, usando o controverso agente Novichok. Mais recentemente, em agosto de 2020, um pol\u00edtico russo foi supostamente envenenado com Novichok na Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>Buscando a paz mundial, a Organiza\u00e7\u00e3o para a Proibi\u00e7\u00e3o de Armas Qu\u00edmicas (OPCW-Haia, Holanda), est\u00e1 comprometida com quest\u00f5es de seguran\u00e7a envolvendo armas qu\u00edmicas e, por isso, recebeu o Pr\u00eamio Nobel da Paz de 2013. A OPCW implementa uma conven\u00e7\u00e3o mundial &#8211; assinada pela maioria dos pa\u00edses, cobrindo 98% da popula\u00e7\u00e3o mundial (quatro pa\u00edses ainda n\u00e3o fazem parte: Angola, Egito, Cor\u00e9ia do Norte e Sud\u00e3o do Norte) e atua na proibi\u00e7\u00e3o do desenvolvimento, produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e uso de armas qu\u00edmicas, bem como na sua destrui\u00e7\u00e3o. Atualmente, sob os cuidados da OPCW, 98% de todo o estoque declarado foi destru\u00eddo. Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atua na assist\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o, nas inspe\u00e7\u00f5es e no desenvolvimento de estrat\u00e9gias de seguran\u00e7a qu\u00edmica.<\/p>\n<p>As inspe\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para garantir que a conven\u00e7\u00e3o seja mantida. Elas ocorrem principalmente em bases militares e ind\u00fastrias (com consentimento dos estados-membros), visto serem focos principais da produ\u00e7\u00e3o de precursores, agentes potencialmente nocivos, e at\u00e9 de armas qu\u00edmicas. Al\u00e9m disso, as inspe\u00e7\u00f5es ocorrem em casos de ataques em regi\u00f5es com tens\u00f5es, bem como em casos envolvendo atividades terroristas\/envenenamentos ou para confirmar os epis\u00f3dios e rastrear a origem das armas qu\u00edmicas usadas.<\/p>\n<p>O Brasil, apesar de n\u00e3o ter produ\u00e7\u00e3o nem estoques de armas qu\u00edmicas declaradas, sempre esteve envolvido em promover a seguran\u00e7a qu\u00edmica, muito devido \u00e0 sua forte ind\u00fastria. Al\u00e9m disso, tem atuado na preven\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancias qu\u00edmicas como ataques terroristas. O Brasil foi um dos primeiros pa\u00edses a assinar a conven\u00e7\u00e3o da OPCW e inclusive teve um brasileiro como diretor geral dessa organiza\u00e7\u00e3o &#8211; Jos\u00e9 Mauricio Bustani &#8211; por duas gest\u00f5es consecutivas (1997-2002). Muitas das iniciativas que levaram a OPCW a receber o pr\u00eamio Nobel da Paz se devem \u00e0s a\u00e7\u00f5es conduzidas por Bustani.<\/p>\n<p>Mas, afinal, como funcionam as armas qu\u00edmicas neurot\u00f3xicas e por que s\u00e3o t\u00e3o temidas? Elas atuam inibindo a enzima acetilcolinesterase. Em consequ\u00eancia desta inibi\u00e7\u00e3o, acumula-se uma subst\u00e2ncia chamada acetilcolina, um importante neurotransmissor, o que leva a uma estimula\u00e7\u00e3o excessiva do sistema nervoso. Isso pode levar a sintomas como dor abdominal, saliva\u00e7\u00e3o excessiva, convuls\u00f5es, tremores, taquicardia, hipertens\u00e3o e at\u00e9 parada respirat\u00f3ria. Os sintomas por intoxica\u00e7\u00e3o com armas qu\u00edmicas come\u00e7am quando a quantidade de enzima inibida est\u00e1 em cerca de 50% e pode levar \u00e0 morte quando esse n\u00famero chega a 90%. O agente VX, por exemplo, \u00e9 conhecido pela sua alta toxicidade, sendo que a dose letal em contato com a pele de um ser humano de 70 kg \u00e9 de 0,01 g (10 miligramas), o que corresponde a menos de uma gota do composto. Quando inalado, sua toxicidade \u00e9 muito maior, com dose letal de apenas 0,0004 g, portanto 100 vezes menor do que na absor\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da pele. Ainda, muitos danos causados em longo prazo tamb\u00e9m s\u00e3o observados, mesmo com exposi\u00e7\u00e3o a pequenas quantidades dessas subst\u00e2ncias. Existem alguns tratamentos e ant\u00eddotos, que atuam de forma a reativar a enzima inibida e mitigar os sintomas. Infelizmente estes tamb\u00e9m apresentam efeitos colaterais e nem sempre s\u00e3o eficientes.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso que a forma de atua\u00e7\u00e3o de armas qu\u00edmicas nos seres humanos \u00e9 similar \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos em insetos. N\u00e3o por acaso, as armas qu\u00edmicas t\u00eam muito em comum com agrot\u00f3xicos, come\u00e7ando pela sua origem.<\/p>\n<p>\u00c9 fato! As armas qu\u00edmicas continuam sendo uma amea\u00e7a iminente nos dias atuais, n\u00e3o se restringindo apenas a regi\u00f5es de tens\u00e3o. Seu uso pode ocorrer at\u00e9 mesmo em regi\u00f5es consideradas seguras, sem dist\u00farbios pol\u00edticos\/civis preocupantes como, por exemplo, em epis\u00f3dios de envenenamento e ataques terroristas. Nesse sentido, a ci\u00eancia \u00e9 a maior aliada para promover a seguran\u00e7a qu\u00edmica, inovando em procedimentos de neutraliza\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o mais seguros e eficientes. Por exemplo, quando uma ogiva contendo uma arma qu\u00edmica \u00e9 abandonada e localizada, gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia hoje sabemos como garantir a sua elimina\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a, levando a res\u00edduos n\u00e3o t\u00f3xicos. Um exemplo interessante de destrui\u00e7\u00e3o destes compostos envolve nanomotores reutiliz\u00e1veis que conseguem neutralizar um meio contaminado.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia tamb\u00e9m tem mostrado como monitorar a presen\u00e7a desses compostos no meio ambiente, mesmo em quantidades muito pequenas, seja em centros urbanos ou de conflitos, e tamb\u00e9m em amostras humanas (sangue, saliva, etc.) a fim de confirmar ou alertar sobre ataques. Por exemplo, sensores na forma de tatuagens v\u00eam sendo desenvolvidos. A ci\u00eancia atua ainda no rastreamento de desastres qu\u00edmicos, desde os acidentais (por exemplo, em ind\u00fastrias) at\u00e9 os terroristas. Hoje \u00e9 poss\u00edvel rastrear a origem, o pa\u00eds, de onde uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica t\u00f3xica veio. Al\u00e9m disso, os tratamentos para intoxica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o frutos de muita pesquisa cient\u00edfica. Existem inclusive g\u00e9is e roupas que conseguem decompor os agentes t\u00f3xicos quando entram em contato com eles.<\/p>\n<p>Certamente a Ci\u00eancia trabalha em prol de promover a paz mundial. Por mais que pessoas mal intencionadas tenham desenvolvido as armas qu\u00edmicas, s\u00f3 a Ci\u00eancia consegue combater esse perigo iminente.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"blank\">https:\/\/www.cas.org\/support\/documentation\/chemical-substances<\/a>. Acessado em 14\/10\/2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-437\" src=\"http:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/elisa-300x296.jpg\" alt=\"\" width=\"229\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/elisa-300x296.jpg 300w, https:\/\/www.quimica.ufpr.br\/paginas\/lpq\/wp-content\/uploads\/sites\/47\/2020\/10\/elisa.jpg 362w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><\/p>\n<p>Pela Profa. Dra. Elisa Souza Orth<\/p>\n<p>Link para o curr\u00edculo Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0659633505350112\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0659633505350112<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerra qu\u00edmica: estamos seguros?\u00a0 Estamos cercados por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas produzidas em laborat\u00f3rios ou isolados de fontes naturais. 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