Ao longo do mês de Outubro foram anunciados os Prêmios Nobel de 2020. Foram entregues os Prêmios Nobel de Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Economia.
O Prêmio Nobel, estabelecido em 1901, cinco anos após a morte de seu fundador, Alfred Nobel, tem como objetivo reconhecer e premiar aqueles que, ao longo do ano anterior, tenham conferido maior benefício à humanidade. Ao longo dos 119 anos de história, 962 laureados já receberam o Prêmio Nobel, entretanto destes, somente 57 são mulheres, aproximadamente 6% do total.
O ano de 2020 foi histórico neste quesito. Dos onze vencedores, quatro são mulheres. Este é o segundo maior número de vencedoras mulheres da história do Prêmio, perdendo somente para 2009, quando cinco mulheres foram premiadas.
O Prêmio de Física, dado graças aos estudos sobre buracos negros, foi dividido entre o alemão Reihard Genzel, o britânico Roger Penrose e a americana Andrea Ghez – ela sendo a 4ª mulher da história a receber o Prêmio de Física.
O Prêmio de Literatura foi concedido à poeta americana Louise Gluck por “sua inconfundível voz poética que, com austera beleza, faz da existência individual universal”, afirmou o comitê. Gluck é a 16ª vencedora do Prêmio em sua categoria.
O Prêmio de Química foi revolucionário, pela primeira vez na história foi concedido simultaneamente para duas mulheres: a bioquímica americana Jennifer Doudna e a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier. As pesquisadoras desenvolveram o método Crispr/Cas9, um método que possibilita reescrever o código genético através de uma “tesoura genética”, revolucionando as ciências biológicas e contribuindo para o desenvolvimento de possíveis novas curas para doenças hereditárias e genéticas. Contando com a microbiologista e a bioquímica, somente sete mulheres foram laureadas nesta categoria ao longo dos 119 anos de premiação, uma delas sendo Marie Curie em 1911, pela descoberta dos elementos Rádio e Polônio.
O ano de 2020, por mais que venha carregado de dificuldades, veio para trazer luz à grande importância das mulheres no ambiente científico, nos mostrando que a caminhada ainda é longa, mas valerá a pena no final!
Viva as mulheres na ciência!

Fonte: Folha de S.Paulo
Por: Letícia Lima Ludovico
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